segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

INAUGURADO O FÓRUM DA COMARCA DE TAQUARITINGA DO NORTE/PE

Na última sexta-feira (19), foi entregue à população da cidade de Taquaritinga do Norte um equipamento moderno e que atenderá o município, "promovendo a justiça e a levando para mais perto do povo".

O Fórum, que fica localizado na Rodovia PE-130, nº 690 - quadra 048 - Lote 02, recebeu o nome da defensora pública Marlieta Aragão de Farias, que muito contribuiu na orientação jurídica, promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos de todos quantos a procuraram.

LEOPOLDO RAPOSO, PRESIDENTE DO TJPE E LERO IVANILDO, PREFEITO DE TAQUARITINGA DO NORTE

Dentre as autoridades presentes destacamos o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco Leopoldo Raposo de Arruda, além do vice-presidente do TJPE Adalberto Melo, o Prefeito Ivanildo Mestre, Desembargador Humberto Vasconcelos Filho, a Juíza Lorena Junqueira, Dr Gustavo Paes de Andrade, Dr Emanoel Jordão Filho, Dr Iron Miranda dos Anjos e Dr Clóvis da Silva Bastos. Além de Dr Júlio César Porto, Delegado Regional e Eraldo de Pedra Preta, Presidente da Câmara de Vereadores.


 "Graças a Deus a nossa cidade foi contemplada, através do Pode Judiciário, com este Fórum, que posso dizer a você um dos mais modernos de todo o Pernambuco e a gente fica feliz em receber este equipamento. Está de parabéns a nossa cidade, está de parabéns a família de nossa querida Leta, que foi homenageada. É motivo de felicidade sabermos que as coisas boas estão acontecendo em Taquaritinga do Norte", falou o prefeito Lero Ivanildo.

DR ADALBERTO MELO E O BLOGUEIRO JAIRO GOMES

O Desembargador Adalberto Melo declarou: "Pra mim foi uma satisfação muito grande porque encontrei aqui um povo que ainda tem coral, ainda tem escoteiros e ainda tem banda de música. São valores que não podem morrer. Como eu sou de Caruaru eu prezo esses valores e esses valores abrilhantaram a inauguração do novo Fórum da Comarca. Um Fórum que faz jus ou que dá a dignidade que o povo precisa ter".

DR CLÓVIS BASTOS E FAMILIARES DA HOMENAGEADA

COMPONENTES DO CORAL VOZES DA SERRA 

BANDA MUSICAL DOM LUIZ DE BRITO 


Reportagem Jairo Gomes 
Blog do Jairo Gomes

BANDIDOS MATAM VENDEDOR DE ÁGUA DURANTE ASSALTO EM LAJEDO

Um vendedor de água foi vítima de latrocínio na manhã desta segunda-feira (22), em Lajedo, no Agreste de Pernambuco.

A vitima Anatécio Avelino de Macedo, de 52 anos, estava em frente à casa que morava na 5ª Travessa do Loteamento Morada de São João, quando dois elementos em uma motocicleta chegaram, anunciaram o assalto e efetuaram disparos de arma de fogo atingindo ele com um tiro no tórax.

Após o crime a dupla que utilizava uma moto Honda, cor preta, placa KKH-3954, fugiram levando da vítima um celular e uma quantia em dinheiro.

Anatécio ainda foi levado para o Hospital Maria da Penha, mais não resistiu, o corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru,

Qualquer informação que possa ajudar a Delegacia de Lajedo a identificar os criminosos deve ser informada pelo fone (87) 3773-4910


domingo, 21 de janeiro de 2018

Ministra Cármen Lúcia suspende posse de Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho

RENATO SOUZA do Correio Braziliense

A ministra Cármen Lúcia (Foto: Diego Bresani/ÉPOCA)

Em uma decisão tomada no fim da noite de domingo (21), a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu temporariamente a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) no Ministério do Trabalho. A decisão é liminar e pode ser revista assim que todo o processo que estava no Superior Tribunal de Justiça (STJ) chegar à Suprema Corte.

Ao avaliar o caso, a ministra entendeu que “cabe ao STF analisar questões infraconstitucionais e decidir sobre a posse de autoridades com foro privilegiado”. Cármen Lúcia deu o prazo de 48 horas para que o Ministério Público Federal se manifeste sobre o assunto.

A posse estava marcada para às 9h da manhã desta segunda (22), no Palácio do Planalto. De acordo com a assessoria de imprensa do STF, o inteiro teor da decisão do STJ que suspendeu a cerimônia ainda não foi tornado público. Cristiane é alvo de ações de diversos advogados trabalhistas que pedem o impedimento do ingresso dela no cargo em decorrência de um processo trabalhista que ela perdeu para dois de seus motoristas.

O Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes (MATI) foi o autor do recurso contra liminar do STJ que autorizava a posse da parlamentar, proferida pelo vice-presidente do Tribunal, ministro Humberto Martins. O jurista Marcos Chehab disse neste domingo (21/1) ao Correio que a decisão foi “absurda” e clara “ofensa” à Constituição Brasileira, porque, de acordo com ele, cabia ao STF definir o caso.

A solenidade de posse seria feita no gabinete do presidente, Michel Temer, com a presença do chefe do Executivo e o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. O pai de Cristine Brasil, deputado Roberto Jefferson, que é presidente do PTB e condenado no processo do mensalão, disse ao Correio que não participaria da cerimônia por causa de um “compromisso importante”.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

HOMÍNIDO EM SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE - PE


Na manhã desta quarta-feira (17) foi registrado um crime de morte em Santa Cruz, mais precisamente na Rua Saldanha da Gama. A vitima foi, o ex-policial militar, identificado por Eduardo Bezerra de Carvalho (42 anos), foi executado com disparos de arma de fogo, o crime aconteceu em frente a um supermercado e segundo informações. Pelo menos duas outras pessoas teriam sido baleadas.

As vítimas feridas foram levadas a UPA 24h onde recebem atendimentos médicos, e não correm risco de morte. Ambas foram atingidas de raspão. É o quarto homicídio registrado no município de Santa Cruz do Capibaribe no Agreste Pernambucano quem tiver informações que possa ajudar nas investigações pode entra em contato com o Disque Denúncia ou com a delegacia local.

Notas do Enem 2017 devem sair às 11h desta quinta (18)

Resultados serão divulgados durante coletiva de imprensa com o MEC e o Inep

GUIA DO ESTUDANTE

(Juliana Moreira/Guia do Estudante)

As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 serão divulgadas às 11h, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em um comunicado, o órgão anunciou que a liberação do resultado será feita em conjunto com uma coletiva de imprensa em Brasília com a presidente do Inep, Maria Inês Fini, e o Ministro da Educação, Mendonça Filho.

O resultado do Enem 2017 foi antecipado em um dia. Anteriormente, a consulta seria liberada apenas no dia 19. Para acessar as notas, o candidato deve ir à Página do Participante e informar o CPF e a senha cadastrados durante o momento da inscrição para o exame. Já é possível solicitar uma nova senha ao site caso o estudante não se lembre desses dados. Por conta do grande volume de acessos, o sistema poderá apresentar instabilidade nas primeiras horas.

A nota dos candidatos na condição de treineiros (inscritos menores de 18 anos na data da primeira prova e que concluirão o Ensino Médio em anos seguintes) será divulgada pelo MEC em 19 de março, em conjunto com os espelhos de redação de todos os candidatos.

O Enem 2017 foi aplicado nos dias 5 e 12 de novembro de 2017. Este foi o primeiro ano em que o Enem começou a ser realizado em dois domingos consecutivos. Até o exame de 2016, as provas eram realizadas em um único fim de semana, sábado e domingo. Além de ser usado no Sisu e em outros processos seletivos para vagas no ensino público superior, o resultado no exame também é considerado para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Sisu

Os mesmos dados de acesso à Página do Participante deverão ser usados para acessar o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que usa a nota do Enem. As inscrições para o primeiro semestre serão abertas de 29 de janeiro a 1º de fevereiro.


Principal shopping de Campina Grande é alvo de grande ação criminosa durante a madrugada

Na madrugada desta quarta-feira (17) uma explosão a caixa eletrônico seguido de assalto a uma joalheria foram registrados na cidade paraibana de Campina Grande, mais precisamente no Partage Shopping, o principal daquela cidade.

De acordo com informações divulgadas pela polícia militar paraibana ao Portal G1, o grupo fortemente armado chegou ao shopping por volta das 4h em quatro carros e teve acesso a área do caixa eletrônico arrombando a porta do local, usando um dos veículos.

Quem passava, era feito refém pelos bandidos. Após a explosão, ainda de acordo com a polícia, os criminosos se dirigiram até uma joalheria também no shopping e diversas joias foram levadas. Vários tiros chegaram a ser disparados pelos bandidos, mas ninguém ficou ferido.

Dois fatos que chamam a atenção é que todo o crime aconteceu bem próximo a uma delegacia da Polícia Federal, que fica a cerca de 50 metros do shopping, e também de uma delegacia da Polícia Civil, que fica a 300 metros do local.

O Partage Shopping está localizado na Avenida Severino Bezerra Cabral, no bairro José Pinheiro, considerada uma das principais e mais movimentadas vias de acesso da cidade. Até o momento, ninguém foi preso.


Fonte: G1 PB


OAB-PE chama a atenção para exigências que envolvem a lista de material escolar


OAB-PE chama a atenção para exigências que envolvem a lista de material escolar


Com a proximidade da volta às aulas, a compra de materiais escolares requer atenção por parte dos pais, mães e responsáveis. Não apenas os preços devem ser considerados, mas também os produtos solicitados pelas escolas merecem cautela. Pensando nisso, a Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da OAB Pernambuco divulga os 48 itens que não devem ser pedidos e destaca outras determinações legais relacionadas às instituições de ensino neste aspecto.


“Não podem ser incluídos na lista de materiais escolares itens de limpeza, de higiene, de expediente ou escritório e outros que não se vinculem diretamente às atividades desenvolvidas no processo de aprendizagem”, afirma o presidente da CDC, Ewerton Kleber de Carvalho Ferreira. “A listagem deverá vir acompanhada de cronograma semestral básico de utilização, facultando aos pais e responsáveis a aquisição integral no início do ano letivo ou de acordo com a programação de uso”, acrescenta.


O advogado ressalta que a instituição de ensino não pode indicar a marca do material a ser adquirido nem o local para compra sob o risco de cometer ilegalidade. “As escolas têm de apresentar a lista de materiais escolares para o ano letivo no ato da matrícula, sendo vedada a indicação de fornecedor ou marca sob qualquer motivo, conforme determina a Lei Estadual nº 13.852, de 18 de agosto de 2009”, detalha.

Ewerton Kleber enfatiza que os estabelecimentos de ensino podem oferecer os produtos da lista e cobrar uma taxa. “Nesse caso, a instituição deverá apresentar um demonstrativo detalhado das despesas de aquisição constantes da lista de material didático-escolar em conformidade com a média de preços praticados no mercado. A listagem poderá ser alterada ao longo do período letivo desde que não ultrapasse em mais de 30% o quantitativo originalmente solicitado. Se exceder o limite, a complementação é de responsabilidade da escola”, afirma.

O presidente da CDC lembra que estudantes não podem ser impedidos de tomar parte das atividades escolares caso ainda não tenham adquirido os itens do rol. “Alunos e alunas não estão condicionados a fazer a aquisição ou ter a posse do material exigido para participar das atividades desenvolvidas no âmbito escolar, completa.

Confira a lista de materiais proibidos de serem exigidos pelas escolas


Comunicação OAB-PE

PROGRAMAÇÃO AO VIVO

LINK: WEB RÁDIO AGRESTE

O emprego formal desaparece, a pobreza e a desigualdade avançam

Por Rodrigo Martins CARTA CAPITAL

Desde 2014, o Brasil perde 1 milhão de postos de trabalho com carteira assinada por ano. Em dois anos, ganhou 8,6 milhões de miseráveis

Mario Tama/Getty Images/AFP

O País encerrou 2016 com 24,8 milhões de brasileiros vivendo com menos 
de um quarto de salário mínimo


A inflação oficial do País fechou 2017 em 2,95%, a menor alta anual desde 1998 e abaixo do piso da meta estabelecida pelo próprio governo. Após a divulgação dos resultados pelo IBGE, na quarta-feira 10, os palacianos anteviram um próspero período de juros baixos e de recomposição do poder de compra do trabalhador.


“Na verdade, a inflação em um patamar tão baixo é mais um sintoma da depressão que vivemos, da forte retração da demanda. Atribui-se o feito à safra agrícola recorde, mas parecem subestimar os efeitos dos sucessivos aumentos no preço da eletricidade, dos combustíveis e do gás de cozinha, estes últimos controlados pelo governo”, alerta João Sicsú, professor do Instituto de Economia da UFRJ e ex-diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea.


“Em 2015 e 2016, o Brasil perdeu 7,2% de seu PIB. A economia recuou seis anos, para o mesmo patamar que tinha no segundo semestre de 2010”, observa o economista. “É possível que tenha recuperado um ponto porcentual no ano passado, mas ninguém sabe com exatidão se existe uma recuperação. O mais provável é que seja apenas um suspiro de quem bateu no fundo do poço.”

Para 2018, os analistas do mercado vendem um cenário otimista. De acordo com o Boletim Focus, pesquisa feita pelo Banco Central com mais de cem instituições financeiras, projeta-se um crescimento do PIB da ordem de 2,69%, com uma inflação de 3,95%. Em outubro, o Fundo Monetário Internacional trabalhava com projeções mais conservadoras, prevendo uma expansão de 1,5% do PIB até o fim do ano. Ainda que o bolo volte a crescer, não há o mais pálido sinal de que será repartido com o conjunto da sociedade. Ao contrário, os indicadores acenam para um aumento da concentração de renda e dos níveis de pobreza.

A Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE, divulgada em dezembro, revela um expressivo aumento do número de pobres e miseráveis. O Brasil encerrou 2016 com 24,8 milhões de cidadãos, 12,1% da população, vivendo com menos de um quarto de salário mínimo, o equivalente a 220 reais. O resultado representa um crescimento superior a 50% em apenas dois anos. No fim de 2014, quando a crise econômica esboçava os primeiros sinais, havia 16,2 milhões de brasileiros com essa faixa de renda, usada pelo Ipea para designar os “extremamente pobres” e empregada pelo governo federal como critério para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) aos idosos em situação de miséria.

De acordo com a linha de extrema pobreza estabelecida pelo Banco Mundial, mais usada para comparações internacionais, 13,4 milhões de brasileiros, 6,5% do total, vivia com menos de 1,90 dólar por dia (cerca de 133 reais mensais) no fim de 2016. E um quarto da população possuía renda inferior a 5,50 dólares por dia (387 reais por mês), faixa de renda usada pela instituição para definir um nível menos agudo de indigência. Devido às recentes atualizações de valores nas linhas de pobreza do Banco Mundial, o estudo do IBGE não permite comparações com os anos anteriores.

Ex-ministra do Desenvolvimento Social, a economista Tereza Campello refez os cálculos com base na linha de corte anterior, de 1,25 dólar por dia para definir quem vive na miséria, e identificou alta expressiva. “Por esse critério, a extrema pobreza avançou de 2,5%, em 2014, para 4,9% em 2016. Retrocedemos ao patamar de dez anos atrás”, lamenta. “Para agravar o problema, difundiu-se um falacioso diagnóstico, a atribuir a crise à suposta elevação dos gastos públicos, sobretudo na área social. É mentira. Essas despesas não aumentaram nos últimos anos, o que houve foi uma brutal redução das receitas. O problema está na arrecadação.”

Em vez de ampliar a rede de proteção social, indispensável para amparar os desvalidos em tempos de crise, o governo empenhou-se em reduzi-la. A política de austeridade fiscal, iniciada pelo ministro Joaquim Levy no segundo mandato de Dilma Rousseff e aprofundada por Henrique Meirelles no governo de Michel Temer contribuiu decisivamente para a regressão social.

Um levantamento realizado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), em parceria com a Oxfam Brasil e o Centro para os Direitos Econômicos e Sociais, revela queda de até 83% em políticas voltadas à área social nos últimos três anos. De acordo com o estudo, a área que mais perdeu recursos desde 2014 foi a de direitos da juventude, com queda de 83% nos investimentos.

Em segundo lugar, vêm os gastos com programas voltados à segurança alimentar, reduzidos em 76%. A área de moradia digna sofreu perdas de 62%, assim como a de Defesa dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. A Promoção da Igualdade Racial sofreu uma redução de 60% e os programas para mulheres, 53%. Um dos exemplos citados pelos pesquisadores é a queda significativa no Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal, com perdas de 69% em três anos. O estudo alerta para a “ameaça de um retorno da forme e da desnutrição”.

O desemprego massivo é, possivelmente, a maior fonte de angústia do brasileiro. Embora o governo se apresse em anunciar a reativação do mercado de trabalho, a verdade é que Temer nem sequer conseguiu suprir as vagas perdidas durante a sua gestão. Em maio de 2016, quando foi alçado ao poder sem voto, em meio ao golpe branco deflagrado no Parlamento, a taxa de desocupação atingia 11,2% da população economicamente ativa, um total de 11,4 milhões de cidadãos sem emprego. O problema atingiu o ápice no primeiro trimestre de 2017, quando o País somava 14,2 milhões de desempregados, 13,7% do total. Em novembro passado, a taxa de desocupação alcançava 12%, algo em torno de 12,6 milhões de brasileiros. Os dados são da Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE.

Curiosamente, em novembro, primeiro mês de vigência da reforma trabalhista, o Brasil fechou 12.292 vagas com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Em dezembro, é comum haver um maior número de demissões, como consequência do encerramento de contratos de trabalho temporário para o comércio no período do Natal. Novembro não tem, porém, esse caráter sazonal. Essa oscilação negativa recomenda prudência ao falar da suposta reativação do mercado de trabalho”, observa José Dari Krein, professor do Instituto de Economia da Unicamp e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit).

Na realidade, os números revelam um processo de desaparecimento do emprego formal. Desde 2014, o País perde, em média, 1 milhão de postos com carteira assinada por ano, segundo a Pnad Contínua do IBGE. Além da retração da atividade econômica, a redução dos postos formais pode ter sido intensificada com a sinalização política de Temer, a considerar as regras trabalhistas excessivas e passíveis de flexibilização, diz Krein. “Diante desse aceno, os agentes econômicos sentiram-se à vontade para optar pelas formas mais baratas de contratação, antes mesmo de a reforma ser aprovada.”

Em vez de induzir à formalização, a reforma de Temer contribui para desestruturar o mercado, emenda o especialista. “A pejotização e o trabalho intermitente devem avançar, sobretudo, sobre o emprego formal”, avalia o economista da Unicamp, antes de citar o “didático exemplo do Grupo Estácio”. Em dezembro, instituição de ensino superior confirmou a demissão de 1,2 mil professores e anunciou a criação de um “cadastro de reserva”, para atender “possíveis demandas”. “Provavelmente, serão contratados docentes intermitentes, que vão receber por hora, e menos.”

A informalidade é o motor da geração de empregos no País (Fernando Frazão/ABr)

Diante desse cenário, a insistência de Temer em nomear a deputada Cristiane Brasilcomo ministra do Trabalho só revela o descaso do presidente ilegítimo com a área. Desde o primeiro momento, ele transformou a pasta em um feudo do PTB. Sua primeira escolha foi o deputado Ronaldo Nogueira. Além de tramar o desmonte da Consolidação das Leis do Trabalho, que teve mais de cem artigos alterados, ele se notabilizou ao editar a portaria que afrouxou a repressão ao trabalho escravo, ao cabo revogada. Investigado pela Controladoria-Geral da União por supostas fraudes em um contrato de prestação de serviços de tecnologia, abandonou o governo no apagar das luzes de 2017.

O PTB indicou um deputado do Maranhão para substituí-lo, mas o nome acabou vetado pelo ex-presidente José Sarney. Temer chamou, então, o presidente do partido, Roberto Jefferson, delator do “mensalão” e condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, para oferecer o cargo à sua filha. “Tínhamos três nomes em mente. No meio da conversa, o presidente me indagou: e por que não a Cristiane? Ela é experimentada, foi secretária municipal de diversos governos”, contou Jefferson. “Tenho que ligar para ela, porque ela é candidata. Fiz isso e ela, prontamente, respondeu: papai, eu aceito”.

Em resposta a uma ação popular, o juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal Criminal de Niterói, concedeu uma liminar para impedir a posse de Cristiane, após a revelação de que ela foi condenada a pagar 60 mil reais por dívidas trabalhistas com dois ex-motoristas. Segundo o magistrado, o ato configura um “desrespeito à Constituição no que se refere à moralidade administrativa”. Ao julgar um recurso apresentado pela deputada, Vladimir Santos Vitovsky, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, manteve a decisão. O caso segue sub judice, enquanto a parlamentar é alvo de novas denúncias, por usar verbas da Câmara para pagar serviços de uma locadora de veículos, aparentemente uma empresa fantasma, ligada a uma funcionária de seu gabinete.

A Justiça não gostou dos planos do 'papai' Jefferson para Cristiane Brasil 

(Renato Costa/FolhaPress)

Para os trabalhadores, a nomeação de uma ministra com esse invejável currículo só aumenta o desalento. Há três anos, o rendimento médio mensal está estagnado. No trimestre encerrado em novembro de 2017, estava em 2.142 reais, exatamente o mesmo valor auferido pelo IBGE no fim de 2014. Com a legalização de contratos precários de trabalho e a liberação das terceirizações, o valor pode despencar, alerta o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese. “O empregado pode se ver forçado a virar um microempreendedor, assumindo todo o ônus da atividade empresarial, ou mesmo ter a mão de obra intermediada por uma prestadora de serviços, que certamente vai reduzir os benefícios e achatar os salários para garantir a sua margem de lucro.”

De acordo com o especialista, o Brasil vive um dramático processo de desindustrialização e de queda do nível de emprego na agricultura, em razão do crescente processo de mecanização do campo. Esses dois fenômenos levaram a uma transição prematura da sociedade industrial para o setor de serviços, que ainda tem uma base frágil, de micro e pequenas empresas, na qual prevalece o trabalho precário e informal, explica Ganz Lúcio.

 “Com a desnacionalização da sua base produtiva, o Brasil corre o risco de se converter em uma plataforma primário-exportadora e de produção de bens e serviços de baixo valor agregado. Nesse sentido, a precarização do trabalho é vista por muitos agentes econômicos como fator de redução de custos”, afirma o diretor do Dieese. Esse “retorno à condição de colônia”, como resume o economista João Sicsú, traz um custo social elevadíssimo. “De forma errática, a economia deve crescer toda vez que a demanda internacional estiver aquecida. No entanto, enquanto abrir mão de um projeto de desenvolvimento capaz de beneficiar um número maior de cidadãos, o Brasil estará fadado a conviver com alarmantes índices de desigualdade e pobreza”, acrescenta Ganz Lúcio.

Décimo país mais desigual do mundo, em companhia de Suazilândia, a menor nação da África, o Brasil continua a concentrar renda. Um levantamento da Tendências Consultoria mostra que a massa de rendimentos do trabalho no “topo da pirâmide” cresceu 10,3% no primeiro semestre de 2017, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho é muito superior à tímida recuperação das classes B (+0,69%) e C (+1,06%). Os mais pobres, das classes D e E, apresentaram perda de 3,15%.

O cenário é ainda mais dramático diante do desmonte da rede de proteção social. Em dezembro, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO)estimou a existência de 7 milhões pobres no País que não recebem nenhum tipo de assistência social. “Se o Brasil não voltar a crescer de forma sustentada e não tiver um revigoramento do mercado de trabalho, simultaneamente a uma correção nos valores de transferência de renda, corremos o risco de voltar ao Mapa da Fome”, alertou, à época, o brasileiro José Graziano da Silva, diretor da FAO.

Na contramão das recomendações, os valores estão defasados. O salário mínimo teve um reajuste abaixo da inflação, o que deve comprometer a renda dos pobres que recebem BPC e aposentadoria, sobretudo no campo. Em 2017, Temer desistiu de reajustar os valores pagos pelo Bolsa Família, que terá um orçamento 11% inferior neste ano.

Não bastasse, vez por outra o Ministério do Desenvolvimento Social faz uma auditoria para apurar supostas irregularidades e suspende o pagamento a milhões de pessoas, para depois voltar a incluí-las no cadastro. Em dezembro passado, o programa beneficiou 13,8 milhões de famílias, mesmo número que havia em 2014. “O crescimento do desemprego, a precarização do trabalho e o salário mínimo menor do que a inflação exigiria o aumento da cobertura. Em vez disso, temos o mesmo número de assistidos de três anos atrás, quando vivíamos em uma situação de pleno emprego”, critica a ex-ministra Campello.

Ex-chefe da Diretoria de Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro observa um consistente processo de pauperização. “As principais fontes de rendimento da população mais vulnerável advêm do mercado de trabalho, das transferências de renda e da economia familiar. Em todas essas áreas, os mais pobres acumulam perdas. A redução das verbas para o Programa de Aquisição de Alimentos atinge em cheio os pequenos produtores rurais”, exemplifica. “O avanço da pobreza e da violência urbana já é perceptível, não há como ignorar. No entanto, a sociedade ainda parece não ter percebido que a maior parte das recentes escolhas políticas contribui para agravar esses problemas.”

O economista João Sicsú observa ainda que a sociedade americana só conseguiu se recuperar da Grande Depressão quando o Estado voltou a investir pesadamente em grandes obras de infraestrutura. “Infelizmente, não temos nenhum plano de retomada dos investimentos públicos. Ao contrário, o governo só pensa em cortar despesas, o que contribui para reduzir ainda mais a demanda. Não poderíamos ter uma receita mais depressiva, para a economia e para todos nós”.

Confira a lista das cidades com maior número de homicídios em 2017

Recife lidera o ranking, seguido por Jaboatão e Caruaru. Pernambuco fechou 2017 com 5.427 homicídios

Foto: arquivo/JC Imagem

Pernambuco fechou o ano de 2017 com o recorde histórico de homicídios. No total, oficialmente, foram 5.427 mortes. Destas, 3.062 aconteceram em cidades do Interior. No entanto, são os municípios da Região Metropolitana do Recife que estão entre os mais violentos e com maior número de assassinatos.

Nas ruas do Recife, o cenário é de insegurança. Para os comerciantes, o aumento do policiamento poderia reverter o clima de medo.

Confira a lista dos municípios com maior número de mortes em 2017:

Recife – 791
Jaboatão dos Guararapes – 398
Caruaru – 262
Paulista – 223
Cabo de Santo Agostinho – 198
Olinda – 163
Ipojuca – 139
Petrolina – 131
Vitória de Santo Antão – 123
Igarassu – 92
Camaragibe – 92
Abreu e Lima – 71

Zona da Mata Norte registrou 408 homicídios em 2017


*Com informações do Blog Ronda JC

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Ex-vereador fica ferido após acidente de moto no Cariri

O ex-vereador Sebastião Lopes Bezerra, mais conhecido como Tiba, ficou ferido após um acidente motociclístico na tarde desta terça-feira (16), em Monteiro, no Cariri.

Segundo informações, ele estava em sua moto quando perdeu o controle do veículo e desceu em um barranco próximo ao campo de pouso do município.

Uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel (Samu) foi até o local, realizou os primeiros socorros e em seguida e levado para o Hospital Regional Santa Filomena.

O ex-parlamentar sofreu várias escoriações pelo corpo, mas passa bem.

Procuradoria pede 387 anos de prisão para Eduardo Cunha

Foto: Agência Brasil

Pela prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o Ministério Público Federal (MPF) em Brasília pediu nesta terça-feira (16) a condenação do deputado-cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ). No pedido é solicitada uma pena de 387 anos de prisão.

A ação penal em que consta o requerimento apura a participação de Eduardo Cunha num esquema de cobrança de propinas e desvio de dinheiro público da Caixa Econômica Federal. A sentença sobre esse caso deve sair até o final de fevereiro, segundo noticiou o jornal Folha de São Paulo.

PENA COM SÉCULOS DE PRISÃO

No caso de Cunha, o Ministério Público usou o critério de concurso material: a soma das penas privativas de liberdade referentes a cada crime.

Além de Eduardo Cunha, a Procuradoria também pediu penas altas para o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (MDB-RN). Ele é acusado de atuar junto com Cunha e de também receber propinas do esquema da Caixa. O requerimento para Alves foi de 78 anos de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Apesar de o valor simbólico dessas penas, a legislação no Brasil não permite que nenhum cidadão fique preso por mais de 30 anos.

Incrições do Prouni começam em fevereiro

Para se inscrever no Programa, o candidato precisa ter feito a prova do Enem 2017. (Imagem: Divulgação)

As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) do primeiro semestre de 2018 estarão abertas do dia 6 a 9 de fevereiro. Pode participar do programa o candidato que não tenha diploma de curso superior e tenha feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017.

A inscrição é feita exclusivamente pela internet, no site do ProUni. O resultado da primeira chamada do ProUni será divulgado no dia 14 de fevereiro.

Policial militar da reserva mata esposa e comete suicídio em Itamaracá

Segundo moradores da área, o policial militar e a esposa tinham um relacionamento conturbado e a mulher á teria prestado queixa contra o companheiro.

Reprodução/Rádio Jornal

Um policial militar da reserva assassinou a esposa e, em seguida, se matou. O caso aconteceu na casa do casal no bairro do Pilar, na Ilha de Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife, nesta terça-feira (16).

Josenildo de Barros Silva teria atirado contra sua companheira, identificada como Viviane Maria de Santana, de 38 anos. Segundo moradores da área, os dois viviam junto há cerca de 12 anos.

O delegado Abraão Didier, responsável pelo caso, deu os detalhes do caso. “Era um relacionamento bastante tumultuado, marcado por idas e vindas e, ao que dizem, até um relacionamento violento. Comportamento violento dele e um comportamento de dependência dela”, adiantou o delegado.

Segundo o delegado, a polícia investiga se a vítima já havia prestado queixa contra o marido por agressão.

A arma usada pelo crime foi uma pistola e, como sargento reformado, ele não poderia estar armado com armamento da corporação. O delegado diz que a polícia vai investigar a origem da arma. “A gente vai confirma agora, mas tudo indica que sim”, disse.

RÁDIO IGM FM 88,9 SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE - PE

A rádio IGM FM iniciará a segunda semana de 2018 com novidades nas ondas da 88.9. Há quase 8 anos no ar, a Interativa Geradora de Módulo, que conta com uma boa audiência em Santa Cruz do Capibaribe, será dirigida pelo radialista Paulo Viana.

Além do diretor precursor, Isac Gomes de Moura, boa parte da programação estará sob a coordenação de Paulo Viana, o homem da 'budega' nordestina. 

Paulo Viana começou no rádio em 2003 apresentando programas de forró e mais adiante se tornou repórter policial. Com opiniões fortes e seriedade no comando do programa Chumbo Grosso, Viana conquistou espaço nos lares dos ouvintes e confiança no comércio da terra das confecções.

Com um currículo longo, Paulo Viana trabalhou na rádio Vale do Capibaribe, Santa Cruz FM, São Domingos FM, Farol FM e fez parte da primeira equipe da IGM FM, após a inauguração no ano de 2010. Atualmente apresenta programas de finais de semana nas rádios IGM FM, São Domingos FM, Capital FM e Farol FM; além de apresentar dois programas jornalísticos na IGM, na qual além de ser um simples funcionário será diretor de pelos menos 70% da programação.

Na nova programação terá mais notícia, mais cultura, entretenimento, prestação de serviço e uma rádio mais próxima do povão. Sintonize a 88,9 FM e confira um novo tempo no rádio da capital das confecções.

O Publicitário Jairo Gomes fará parte deste novo projeto do radialista Paulo Viana.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018